A visão de Sri Aurobindo e a Mãe

A visão de Sri Aurobindo e a Mãe

Este site foi criado com a intenção de dar informações e um conhecimento básico sobre o Ioga Integral, na visão de Sri Aurobindo e a Mãe. Em meio à turbulência que caracteriza o momento atual da humanidade e do planeta, acreditamos que o ensinamento desses mestres nos traz respostas e nos abre novos horizontes; por sua profundidade, amplidão e perspectiva, por sua claridade, que como um farol projeta longe sua luz e, como um raio agudo, leva essa luz às profundezas mais obscuras, esse ensinamento traz à tona essa obscuridade para que seja iluminada e transformada.

Em nossa introdução sobre a Mãe e Sri Aurobindo optamos por uma abordagem simples, que focaliza no aspecto espiritual profundo da unidade do Ser que eles manifestam e não incluímos os dados biográficos e as informações usuais, que poderão ser encontrados em diversos sites e plataformas, para aqueles que apenas começam esse percurso.

Nesse site traremos com regularidade textos da Mãe e de Sri Aurobindo, assim como poemas e passagens de Savitri, de Sri Aurobindo.

Traremos também textos e vídeos de discípulos que possam ajudar na compreensão do Ioga Integral, e buscaremos identificar os movimentos no Brasil e em outros países, que testemunhem a expansão do movimento em torno à Mãe e Sri Aurobindo.

Investimentos

Pensamentos e Aforismos

“Nós não pertencemos às auroras do passado, mas aos meios-dias do futuro.”

Sri Aurobindo; Ensaios sobre a Gita, pg. 21

A afirmação de uma vida divina sobre a terra e um sentido imortal na existência mortal não pode ter fundamento, a menos que reconheçamos não só o Espírito eterno como o habitante dessa mansão corporal, aquele que veste essa roupa mutável, mas que aceitemos a Matéria, da qual essa roupa é feita, como um material adequado e nobre com o qual Ele tece constantemente as Suas vestes e constrói a série recorrente e sem fim de Suas moradas.

(Sri Aurobindo, A Vida Divina, p. 30)

Quem são esses dois seres, a quem queremos homenagear ao criar este site?

Quem é Sri Aurobindo? | Quem é a Mãe?

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O primeiro esclarecimento, que talvez surpreenda, sobretudo àqueles que apenas iniciam sua caminhada na via do Ioga Integral, é que por trás das aparências eles não são dois seres, mas um.

“A Mãe e eu somos um e iguais.”

(Sri Aurobindo, Letters on the Mother, p. 82)

“Não há diferença entre o caminho da Mãe e o meu; nós temos e sempre tivemos, o mesmo caminho, o caminho que conduz à mudança supramental e à realização divina; não apenas no final, mas desde o começo, esse caminho foi o mesmo.”

(Sri Aurobindo, id, p. 81)

Criadores do Ioga Integral, eles são pioneiros e visionários oriundos da Luz, que desceram ao mesmo tempo para que a manifestação de uma nova força e energia possa concretizar-se inteiramente. Essa nova força, essa nova energia Sri Aurobindo a identificou e a chamou Supramente.

Essa dupla manifestação obedeceu às regras comuns do nascimento humano: Sri Aurobindo nasceu na Índia em 1872 e a Mãe nasceu na França em 1878. Seu primeiro encontro aconteceu em Pondicherry, no dia 29 de março de 1914.

Sobre este encontro a Mãe escreveu em seu diário: “Pouco importa que existam milhares de seres mergulhados na ignorância mais densa. Aquele que eu vi ontem está na terra; sua presença é suficiente para provar que um dia virá em que a escuridão será transformada em luz e Teu reino será de fato estabelecido na terra.”

(A Mãe, Preces e Meditações, 30 de março de 1914)

O que podemos esperar de Sri Aurobindo e da Mãe, o que eles podem oferecer à humanidade, neste momento em que ela se encontra em uma encruzilhada, como nunca em sua história?

Ambos possuem muitos aspectos – qual deles corresponde ao que buscamos?

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Comecemos com Sri Aurobindo:

Há um Sri Aurobindo filósofo, embora, segundo suas palavras, ele mesmo não se considerasse como tal, malgrado ter escrito filosofia. Há um Sri Aurobindo poeta, e é como tal que ele se define em essência e antes de tudo. Aqui, podemos acrescentar: ele é o poeta do sublime, criador da linguagem do futuro ou, poderíamos mesmo dizer, de uma linguagem para o futuro.

Essa linguagem podemos encontrar em seus poemas, sobretudo em Savitri, poema épico cuja leitura nos transporta… Ele era também um Iogue, que considerava o Ioga como a arte da descoberta de si. E há Sri Aurobindo o explorador – mas o quê exatamente ele explorava? Ele explorava a Consciência e foi um visionário da Evolução. “… Mas, e se ele nos desse um meio de acreditar em nossas próprias possibilidades, não apenas humanas mas supra-humanas e divinas, e não apenas de acreditar nelas mas de descobri-las nós mesmos, passo a passo, e de ver e de devenir vastos, vastos como a terra que amamos, e todas as terras e todos os mares que trazemos em nós, talvez estaríamos contentes?”

(Satprem, Sri Aurobindo ou a Aventura da Consciência).

Sobre Consciência, ele nos diz: “Consciência é uma coisa fundamental, a coisa fundamental na existência – é a ENERGIA, a moção, o MOVIMENTO da consciência que cria o universo e tudo o que está nele – não apenas o macrocosmo mas também o microcosmo não é nada mais que a consciência organizando a si mesma.”

(Glossary of terms in Sri Aurobindo’s Yoga, p. 26).

E o que diremos sobre a Mãe?

A ideia de uma Mãe espiritual, de um amor maternal permeando a criação, é uma verdade eterna que foi reconhecida através de milênios e tomou diferentes aspectos, seja no Oriente, seja no Ocidente. O antigo conhecimento da Índia reconheceu nessa imagem a energia divina criadora e identificou nela quatro aspectos principais: Mahashwari, Mahakali, Mahalakshmi, Mahasaraswati. “Mahashwari estabelece as vastas linhas das forças cósmicas, Mahakali conduz a energia e o ímpeto delas, Mahalakshmi descobre seu ritmo e suas medidas, mas Mahasaraswati dirige seus detalhes de organização e de execução, a relação entre as partes e a combinação efetiva de suas forças e a exatidão infalível do resultado e da realização.”

(Sri Aurobindo, Complete Works, vol 32, p. 22)

Estes aspectos foram encarnados por aquela que chamamos a Mãe e tornaram-se evidentes na criação e organização do Sri Aurobindo Ashram e da criação do projeto de Auroville.

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Em um poema, Sri Aurobindo descreve sua experiência, ao entrar em um templo dedicado à Mãe divina:

A Deusa de Pedra

Em uma vila de deuses, alojada em um pequeno altar,
De seus contornos esculpidos uma Deusa me olhava,
Uma Presença viva, imortal e divina,
Uma Forma que abrigava todo o Infinito.

A grande Mãe-do-Mundo com sua vontade poderosa
Habitava o sono abismal da terra,
Sem voz, onipotente, impenetrável,
Muda no deserto e no céu e na profundidade.

Agora, velada pela mente ela está lá, e se cala,
Sem voz, impenetrável, onisciente,
Escondendo-se até que nossa alma tenha visto, tenha ouvido
O segredo de sua estranha encarnação,

Una no adorador e na forma imóvel,
Uma beleza e um mistério que podem drapear a carne ou a pedra.
(13.9.1939)

Sri Aurobindo e a Mãe, construtores do futuro

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