Nos textos sobre Educação que estaremos apresentando, A Mãe propõe algumas luzes para a educação de crianças. Tomamos a liberdade de pedir que você estenda sua visão em uma perspectiva mais vasta, e inclua nessa reflexão não só a relação educativa que se dá entre pais e filhos, mas também aquela que trata de educadores e alunos e, propor uma observação especial em você mesmo e sua relação com o outro.
Para A Mãe:
“A educação de um ser humano deve começar no momento de seu nascimento e continuar durante toda a sua vida.”
Caderno Especial de Ananda: A Mãe: Educação – Um Guia para o Conhecimento e o Desenvolvimento Integral de Nosso Ser. Belo Horizonte: Casa Sri Aurobindo, p.19.
É interessante notar que este conceito começa a ser assimilado, através de uma ênfase em educação continuada. Embora esta educação ainda se volte, grandemente, aos aspectos profissionais, ela já indica um reconhecimento de que educar e educar-se é uma tarefa para vida toda.
Continua A Mãe:
E, se quisermos que esta educação tenha seu efeito máximo, ela deve começar antes mesmo do nascimento; neste caso, é a própria mãe que procede com esta educação por meio de uma ação dupla: primeiramente sobre si mesma, para seu próprio aperfeiçoamento, em segundo lugar sobre a criança que ela está formando fisicamente.”
Ídem.

Educar a si mesmo
Com esta frase A Mãe estabelece uma condição básica em educação: sempre que quisermos agir sobre os outros, precisamos, em um primeiro momento, focar a nós mesmos, porque o que somos e o que fazemos tem uma influência muito maior sobre os outros do que dizer “boas palavras e dar sábios conselhos”.
“Sinceridade, honestidade, retidão, coragem, desprendimento, altruísmo, paciência, perseverança, paz, calma, e autocontrole, todas estas coisas são ensinadas infinitamente melhor pelo exemplo do que por belos discursos.”
Ídem, p.20.
Somente os pais, os educadores e os influenciadores mais sinceros:
“sabem que a primeira coisa a fazer para ser capaz de educar uma criança é educar a si mesmo, tornar-se consciente e mestre de si, a fim de nunca dar mau exemplo para o filho… Salvo raras exceções, os pais não sabem a influência desastrosa que seus próprios defeitos, impulsos, fraquezas e falta de autocontrole exercem sobre seus filhos (e sobre pessoas sob sua responsabilidade). Se você quer ser respeitado…, tenha respeito próprio e seja digno de respeito a cada momento.”
Ídem, p.20.

Conhecer a si mesmo
Na educação há uma postura de influência em relação ao outro. O educando de maneira geral, está aberto a alguém que é mais experiente e que deseja contribuir com seu crescimento. Mas, esse tipo de relação precisa mostrar-se respeitosa e sincera. Nela o educador precisa conhecer a si mesmo e reconhecer o seu próprio valor. Desta forma reconhecerá o valor do outro, e dirigirá todo seu potencial, toda sua experiência para auxiliar o outro a dar a luz a si mesmo. É fácil transformar a educação em um adestramento que separa o educando de si mesmo e o leva para objetivos que lhe são exteriores.
Para a Mãe:
“Somente uma afeição perspicaz que seja firme, porém gentil, e um conhecimento prático adequado criarão os laços de confiança indispensáveis para uma educação efetiva.”
Ídem, p.21.
Nela há firmeza sem amedrontar, pois:
“O medo é um meio pernicioso de educação: ele invariavelmente dá origem à dissimulação e a mentira…”
Ídem.
Afeição, perspicácia, firmeza, gentileza e confiança são palavras que A Mãe usa para caracterizar a educação.
Links
Da mesma forma, releia em nosso blog alguns textos relacionados:
A Ciência do Viver: Conhecer a Si Mesmo e Controlar-se (A Mãe)
Por fim, você também pode se interessar pelo trabalho da Casa Sri Aurobindo.