A beleza é um dos aspectos mais significativos para se desfrutar no mundo físico. O senso de beleza harmoniza e eleva a vida, através dele descobrimos que há dignidade e majestade nas mais pequenas coisas. A Mãe elegeu a beleza como uma das formas de realizar o Ioga Integral e viu na Dahlia uma expressão especial dessa beleza: a dignidade.

A  força da dignidade procede do tabernáculo interior que nos habita, a alma. Ela nos fala de uma beleza eterna que existe em cada pessoa, em cada ser. É a alma quem alia à beleza física, o sentido de majestade e dignidade.

Uma alma bela encanta a beleza física. Dignidade é esta visibilidade da alma no físico, e manifesta-se especialmente no rosto. Cada rosto traz consigo a expressão de sua dignidade e nobreza. 

Embora o rosto expresse a dignidade de maneira única, cada coisa possui uma dignidade que lhe é própria. Nosso desafio é descobri-la.

À descoberta da dignidade soma-se o respeito. Ele é devido a todas as pessoas, mas também aos seres minerais, vegetais e animais que compartilham o mundo conosco.

Quando perdemos o contato com a beleza que procede da alma, a beleza física corre o risco de se tornar vulgar, pois se perdeu a percepção do que a faz digna e sagrada. Então, corre-se o risco de desmatar, poluir, matar, porque só a alma é capaz de descobrir e se curvar diante de uma beleza maior, aquela capaz de transformar o mundo e a convivência dos homens em um jardim.

Reflexões  a partir da flor Dahlia no livro da Mãe: The Spiritual Significance of Flowers. Pondicherry, Sri Aurobindo Ashram Publication, 2000, p. 186-187.

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Por último, listamos alguns textos sobre as qualidades divinas das flores já publicados em nosso blog:

As Rosas falam do Amor pelo Divino

A qualidade divina das flores

Aprender com a espontaneidade das flores

Uma flor chamada Sachchidananda

Você também pode se interessar pelo trabalho da Casa Sri Aurobindo.