Nesse post compartilhamos comentários da Mãe, falando de sua experiência pessoal, sobre pontos que possibilitaram sua unidade com o Divino: espontaneidade, simplicidade e sinceridade.
Nós também queremos realizar nossa unidade com o Divino. Queremos vivê-lo em uma proximidade sempre maior. Ele já está em nós, mas precisamos manifestá-lo, assim como a semente precisa manifestar a árvore que traz em si. Na semente estão as determinações do desenvolvimento e da plena estatura da árvore. Em nós, a semente divina traz os fundamentos de nossa existência, a força de nossa consciência e o deleite de nossas vidas.

A Mãe sintetizou em quatro pontos essa busca por unidade:
“É preciso ser espontâneo para poder ser divino.”
“É preciso ser perfeitamente simples para poder ser espontâneo.”
“É preciso ser absolutamente sincero para poder ser perfeitamente simples.”
“Ser absolutamente sincero é não ter nenhuma divisão, nenhuma contradição em seu ser.”
A Mãe. Entretien. Conversa de 29 de Agosto de 1956, pags. 316-317. Tradução de Ricardo Galindo.
Esclarecendo um pouco mais estes aforismos, ela diz:
Ser espontâneo é: “sermos capazes de fazer silêncio em nossa mente e voltá-la como um receptáculo para a Consciência Superior e expressar progressivamente através do silêncio mental aquilo que vem do alto.”
Exemplifica essa espontaneidade comentando que Sri Aurobindo escreveu em seis anos a maior parte de sua obra de milhares de páginas. “Para isso sentava-se diante de sua máquina de escrever e, do alto, das regiões superiores, tudo que devia ser escrito descia, tudo pronto, ele só tinha que mover seus dedos sobre a máquina, e isso se transcrevia.”
Sua espontaneidade estava em sua abertura, na sinceridade e unidade de seu ser que não resistia, confiava, entregava-se inteiro. A Mãe alerta que “isso não é fácil e, portanto, a menos que tenhamos chegado ao estado de sabedoria e desapego é preferível que planejemos nossas atividades.”
Ídem, p.317-318

Somos seres mentais que planejamos e controlamos nossas vidas, mas o convite deste post é unir aos nossos controles e planejamentos a possibilidade de conectar com nosso ser mais alto. Fazemos isso através do silêncio em nossa mente, e de lá então poderemos receber inspirações e instruções que tornem nossas vidas mais verdadeiras.
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