por: Sri Aurobindo

Porque tu tinhas toda a eternidade para divertir-te,
Ó dramaturgo da morte, da vida e do nascimento,
Ó escultor das figuras vivas da terra,
Ó Artista-do-mundo, que regozijas em formas e cores,

Mente matemática que nunca erra,
Tu brincaste com teoremas, números, medidas e cubos,
Fazes passar através de Teus tubos células, elétrons, moléculas,
As forças-do-mundo para os ministros de Tua Ciência,

E de Tuas teorias criaste um universo,
Artesão minucioso, arquiteto de potência.
Polimorfo é Teu Espírito de Deleite,
Um adepto de mil mistérios.

Ou alguma profunda necessidade, não Teu capricho, construiu
O Destino, o Inconsciente e o engodo do Tempo?

(24, 28-9-1939)