Vocês já pararam para pensar por que damos flores? De onde vem o poder tão magnânimo que a faz adequada a situações tão diferentes como o festejar de um nascimento ou o consolar diante de uma dor? Nesse post vamos falar um pouco sobre as qualidades divinas das flores.
Já dissemos em outros posts aqui no blog que A Mãe não apenas amava as flores, como também as distribuía constantemente. Ela escolhia a flor adequada a cada um e o momento apropriado para entregá-la. Assim como propunha uma comunicação com a essência da flor, uma meditação sobre sua mensagem. Ela aconselhava que se fizesse uma troca de energia com a flor.
Certo dia A Mãe aproximou-se de Mona Sarkar, uma discípula próxima, com uma flor por ela denominada Aesthetic Beauty, também chamada de Glória da Manhã na linguagem popular, e Ipomoea na classificação científica.
Então, a discípula lhe perguntou qual o motivo que a levava a dar flores? A Mãe respondeu que as dava em resposta a aspiração do ser em cada um. Assim como também tinha em conta as necessidades das pessoas, suas carências. Procurava impulsioná-las ao progresso segundo suas aspirações. Da mesma forma, propunha que as pessoas, influenciadas pelas flores, pudessem se conectar com a harmonia interior e buscar a paz.
Em continuação, A Mãe disse:
Seja como uma flor. Você deve tornar-se como uma flor – aberta, franca, igual, generosa e gentil.
A Mãe.
Dessa maneira, A Mãe nomeou as características das flores como as “qualidades divinas das flores”, e explicou à Mona, autora da obra que estamos seguindo, cada uma destas qualidades, conforme apresentamos a seguir:
Abertura
A flor está aberta a tudo o que está ao seu redor. Ela está aberta para receber, para conectar-se inteiramente com a natureza, a luz, os raios do sol, o vento, etc. Ela está aberta para dar-se espontaneamente a tudo o que está ao seu redor e o faz irradiando alegria e beleza.
Franqueza
Ela não esconde nada de sua beleza. Deixa-a emergir livre, aberta, francamente. Ela revela o que está dentro de si para que todos possam ver suas profundezas.
Igualdade
Da mesma forma, a flor não tem preferências. Todos podem desfrutar de sua beleza e seu perfume sem rivalidade. É igual para todos, não faz diferenças.
Generosidade
Assim como a flor se dá sem reservas e sem restrições, dá sua beleza misteriosa, dá também o perfume característico da natureza. Sacrifica-se inteiramente, doando até a sua vida, para expressar essa beleza e o segredo das coisas que ela contém.
Gentileza
Nesse sentido, a flor é sempre terna, doce, próxima e afetuosa conosco. Sua companhia nos deixa muito feliz, porque ela é sempre alegre e feliz.

Referências: Mona Sarkar. Throb of Nature. Conversations with the Mother on Flowers and Nature. Pondicherry: Sri Aurobindo Ashram, 2019. O texto baseia-se e copia parte do capítulo II da obra citada, p.14-15.
Seja como uma flor
A Mãe disse então à discípula:
“Feliz é aquele que pode trocar suas qualidades com as qualidades profundas das flores. Tente cultivar em você essas qualidades refinadas.
Eu lhe dou flores para que você possa desenvolver as qualidades divinas que elas simbolizam. Elas podem transmitir diretamente ao seu ser interior, ao ser psíquico, tudo o que elas contêm, sem misturas. Elas possuem um poder e uma influência muito sutil e profunda. Você entende?
E, você sabe, cada flor simboliza um aspecto, uma emanação, uma aspiração e um progresso na evolução terrestre.”
Ídem, p.15.
Links
Por último, listamos alguns textos sobre as qualidades divinas das flores já publicados em nosso blog:
Aprender com a espontaneidade das flores
Uma flor chamada Sachchidananda
Você também pode se interessar pelo trabalho da Casa Sri Aurobindo.